Apesar de significativo, o valor de 14,8% é o mais baixo na última década. Em 2011, estava nos 18%; no ano seguinte, subiu até 18,5%. Desde então, tem vindo a descer.

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Em Portugal, as mulheres continuam a ganhar menos em média que os homens. Segundo dados de 2017, enviados pelas empresas à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), a remuneração mensal base das mulheres era naquele ano 859,1 euros e a dos homens 949, 2 euros, o que correspondia a uma disparidade de 14,8%. Esta notícia é avançada pelo “Público” esta segunda-feira.

Apesar de significativo, o valor de 14,8% é o mais baixo na última década. Em 2011, estava nos 18%; no ano seguinte, subiu até 18,5%. Desde então, tem vindo a descer.

De acordo com a presidente da CITE, Joana Gíria, a redução na disparidade salarial pode ser justificada por vários motivos. Nos últimos anos, por exemplo, houve uma desvalorização dos salários mais altos. E isso afetou quem ganha mais, isto é, sobretudo os homens. Ao mesmo tempo, houve aumentos no salário mínimo – honorários auferidos maioritariamente por mulheres.

Apesar da redução das diferenças salariais, Joana Gíria defende que a disparidade continua a ser demasiado grande. “O caminho não se pode fazer de um momento para o outro, isto tem o seu tempo, mas nesta altura do século XXI, julgo que não nos resta muito mais tempo para puxar por esse equilíbrio”, afirma.

Segundo dados do CITE, o fosso salarial entre homens e mulheres seria ainda maior se atendesse ao rendimento médio mensal, que inclui outras componentes – caso das horas extra, dos prémios e de outros ganhos regulares, como o subsídio de função.

in Expresso | 04-11-2019

 

 

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