Os factos remontam a 2015 e prolongam-se até 2018; o processo encontra-se a decorrer no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

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A Caixa de Previdência de Advogados e Solicitadores (CPAS) está a ser investigada por suspeitas de gestão danosa e desvio de fundos, avança o jornal “ECO” esta segunda-feira. Os factos remontam a 2015 e prolongam-se até 2018, ou seja, são anteriores à atual liderança da instituição; o processo encontra-se a decorrer no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Pelo que apurou o jornal, a Polícia Judiciária começou por inquirir há já dois anos alguns advogados queixosos e algumas testemunhas. O aparecimento da pandemia, contudo, deixou o processo parado.

Há cerca de dois meses, o bastonário da Ordem dos Advogados, Luís Menezes Leitão, revelou ao Expresso que ia pedir uma auditoria externa às contas da CPAS, de modo a “avaliar a situação em termos de sustentabilidade e verificar a forma como os advogados estão a encarar o seu sistema de previdência”.

Esta iniciativa, porém, não estava relacionada com a investigação em curso. Os advogados exigiam então acesso ao regime de apoios da Segurança Social e escusa do pagamento da contribuição para a CPAS durante o segundo trimestre de 2020, devido ao impacto da pandemia no volume de negócios.

Na passada segunda-feira, o Conselho Geral da Ordem dos Advogados aprovou o relatório de contas da CPAS relativo a 2019. O relatório aponta para um lucro de 18 milhões.

Ainda assim, a dívida gerada durante o ano de 2019 por contribuições não pagas foi de 17 milhões e 358 mil euros.

Por sua vez, a dívida acumulada registada no final do ano de 2019 foi de 130 milhões.

in Expresso | 06-07-2020

 

 

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